Onde para o dinheiro chinês?
Onde para o dinheiro chinês?
No que diz respeito ao slogan corrigir o que me apetece nada se sabe ainda. No entanto, considerando que a China nunca foi manga apanhada no chão, supomos que as piores consequências dos descaminhos do dinheiro que não empresta-deu estarão a caminho rapidamente e em força como diria António de Oliveira Salazar, o segundo mentor da única organização que gere com sufoco os angolanos desde os pouco menos de cinquenta anos. O primeiro foi Adolf Hitler como mais tarde veremos.
Uma visão do passado: o Club de Paris e outras organizações do gênero nunca foram contrários ao empréstimo dos valores julgados necessários pelo MPLA, não obstante fazendo depender da transparência e da lisura democrática do processo e de acordo com as mais elementares regras internacionais para o efeito.
O partido soberano na ordem interna e externa assim não entendeu e preferiu negociar segundo os seus próprios termos, ou seja, não dando justificações a ninguém ainda que o usufruto fosse praticamente de exclusividade partidária mas a dívida fosse imputada a nação angolana!
Sucede que a China nunca foi ingénua nem perdulária. Fingiu! Desde as guerras do ópio 1839/1842 - 1856/1860, impostas pelo Reino Unido a China, que esta dá sinais de ser um país nada amnésico e disposto a alterar as regras do jogo na arena internacional.
Entregou o dinheiro sem as barreiras que tanto incomodavam o MPLA e sem certificar-se de que seria de facto uma dívida de um Estado comprometido com o bem e progresso públicos, ou seja, entregou sob o apetitoso estratagema dos almoços grátis, tal como são servidos aos porcos selvagens e aos incautos.
Curiosa e contrariamente aos seus princípios no foro internacional (receber sem justificar), a população sem cartão rubro negro devia merecer ajudas ou empréstimos dando garantias. Garantir com o quê enquanto povo miserável, analfebetizado e excluído???
Seja como for, calculistas e nada perdulários, os dois grandes amigos do descontrolado MPLA (Rússia e China) optaram por uma Nova Ordem Internacional tendo como dogma a não inclusão dos Estados Unidos da América na liderança dessa ordem, cujos pilares estão já erguidos em sólidos alicerces de cariz ideológico.
Brasil, Rússia, Índia, China e África do sul deram o pontapé de saída no original campeonato ainda sem nome (?) e sem limites geográficos, extendidos do Atlântico ao Indico e sem escapar o Pacífico, mas cujos protagonistas convidados e a "convidar" não possuem como notável característica a salada nada estratégica e ainda por esclarecer existente na OTAN. Fui claro?
Aqui chegados impõe-se a questão que urge:
Aonde vão dar os caminhos dos desencaminhados recursos chineses?
Enquadrar um partido- Estado supostamente neutro fará parte da estratégia do "convite" a repensar o Pacto de Varsóvia sob outras fronteiras e contornos políticos mas sob a mesma alçada ideológica (o encapotado comunismo que compra e vende coca cola numa risível e sem graça economia de mercado)?
Qual será o papel daqueles que tendo petróleo e demais recursos esbanjam-nos em carros, prostíbulos e haréns? Talvez enviar mais soldados para o pacto?
Seja como for a questão e o convite a reflexão estão postados por mim como matéria de interesse público.
Pedir mais dinheiros a outros sem que se saiba o que foi feito dos recursos nacionais até agora, num país coberto de analfabetismo, miséria, exclusão, sem programa e sem desenvolvimento servirá a quem?
Laurindo Neto-Angola (2023/M/17)


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