Escassez de sapiência
Escassez de sapiência
A repressão protagonizada pelo poder moçambicano contra a tentativa de manifestação popular pela morte do Azagaia tem o condão de realçar tudo o que de estúpido e inócuo representa o que se diz sobre uma certa sapiência continental, no passado ou no presente.
Moçambicanos e angolanos unidos pela repressão, angolanos e moçambicanos reprimindo pela subjugação! Nenhum programa político ou social em execução ou em mente, na base da opção. Reprimir por ganância é o lema!
Quando penso na sapiência de enviar soldados para estabilizar mais um certo quintal africano, igualmente conhecido pela desinteligência local, pergunto-me sobre as agendas da União Africana no sentido de dissipar o malfadado conceito de PMA (Países Menos Avançados para a diplomacia e Países Mais Atrasados para a realidade). Que análises e conclusões são arguidos? O poder pelo poder?
Reprimir porquê?
Um argumento para esconder a inépcia e a roubalheira ou uma resposta ao legado de Frantz Fannon, segundo o qual, os poderes em África apenas pretendem imitar o colonizador?
Será preciso solicitar do ChatGpt uma resposta sobre as causas por detrás do actual estado do Continente Cauda?
Será preciso a Inteligência Artificial para nos prevenir não quando mas como terminará a nossa aventura pelas independências? Existem sinais no ambiente geopolítico e nem sequer são ocultados, motivados por demasiados recursos concentrados em escassez de sapiência.
Luanda, 21 de Março de 2023
Laurindo Neto


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