Que opções pacíficas para angola?

 “Que opções pacíficas restam aos partidos políticos da oposição?” 

Por: Fernando Macedo

(Retomada em Abril de 2022 neste blog)





Texto Publicado no Club-k, Julho de 2012


«O professor universitário Fernando Macedo, em declarações ao Club-K apresenta a definição de pseudodemocracia elaborada por Larry Diamond, professor da Stanford University, e levanta a seguinte questão: se Angola for, de facto, uma pseudodemocracia, que opções pacíficas restam aos partidos políticos da oposição e à sociedade civil?

(...)

“[…] pseudodemocracia […] ela permite partidos da oposição legais, eleições multipartidárias, e frequentemente um maior grau de pluralismos e abertura da sociedade civil do que o regime autoritário típico. As pseudodemocracias, contudo, carecem de um ingrediente crucial até mesmo da democracia eleitoral: uma arena de competição eleitoral suficientemente justa para tornar possível a saída do partido governante do poder. Numa pseudodemocracia – tal como o México sob décadas de governo pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI) ou Singapura sob o Partido de Acção Popular (PAP) – o partido governante hegemonicamente controla as alavancas do poder (a administração eleitoral, o registo dos partidos, a polícia e o sistema de justiça, os mass media, para não mencionar o crédito, contratos e empregos) de tal modo que os partidos da oposição não têm oportunidade de ganhar poder a nível nacional. O controlo do Estado pelo partido governante impede qualquer partido ou coligação de mobilizar apoio eleitoral suficiente para ganhar o controlo do governo, se a oposição mobilizar tal suporte, o partido no poder usa a fraude imediatamente para reter o controlo.”»


10 anos após a publicação desse texto, a questão permanece: Que opções pacíficas restam aos partidos políticos da oposição?

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