O patrocínio da impunidade
O PATROCÍNIO DA IMPUNIDADE
Por: Fernando Macedo
Luanda, 28 de Março de 2022
Senhor Presidente e Senhor Procurador-Geral da República,
Amanhã, terça-feira, dia 29 de Março, ao vosso lado estará o actual Presidente do Tribunal Supremo de Angola e os senhores vão proceder à abertura do Ano Judicial!
Esse acto solene será um hino à impunidade, ao enterro do Estado de Direito e o espelho do regime autoritário implantado em Angola.
Em 2020, o senhor Presidente do Tribunal Supremo de angola anulou uma providência cautelar determinada pelo Tribunal da Comarca de Benguela, sem dispor de competência para o efeito. Este acto praticado pelo senhor Presidente do Tribunal Supremo de Angola constitui um crime, definido e punível pelo ordenamento jurídico da República.
Ao tempo, a Associação dos Juízes de Angola e a Ordem de Advogados de Angola manifestaram publicamente a sua reprovação em relação àquele acto do senhor Presidente do Tribunal Supremo de Angola.
Em Setembro de 2020, foi pedida a abertura de um inquérito ao Procurador-Geral da República para o apuramento da responsabilidade criminal do senhor Presidente do Tribunal Supremo de Angola. Por omissão e contribuindo para impunidade, o Procurador-Geral da República de Angola não ordenou a abertura do inquérito que se impõe por imperativo fundado em facto (acto praticado) e na lei.
Senhor Presidente e Senhor Procurador-Geral da República,
Haverá maior prova de patrocínio da impunidade do que o caso do senhor Presidente do Tribunal Supremo de Angola? Os senhores devem ser levados a sério?
Fernando Macedo



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