O leste continua o leste

O leste continua o leste 
Por Laurindo Neto
2022-Fev-14 


É, tal como nós em África, a tentação e a necessidade de vivermos sob a viseira que tapa os olhos mantendo o canal auditivo em permanente recepção do que de alienante chega "do partido" ou seja lá do que for, a instituição que descomanda a sociedade em permanente estado de subjugação.

Chega-nos do leste e arredores o zumbido de que a percepção contrasta a realidade no que toca a movimentação de cem mil soldados e equipamento de extrema letalidade militar russos, na fronteira com a Ucrânia. Apenas pânico, é o que se deteta entre o zum-zum dos grupos populacionais formatados para nada ver!

A Rússia tem o direito de estacionar tropas em qualquer ponto do seu território? Sim, mas também tem a obrigação de respeitar tratados que subscreveu, como por exemplo a necessidade de manter uma clima de confiança fronteiriça como recomenda o Documento de Viena da OSCE, a Organização para Segurança e Cooperação da Europa. A Rússia tem culpa ou razão quanto ao estado de situação? Não é meu propósito fazer julgamentos, porque recorrendo ao argumento NATO, tem a Rússia o dever e o direito de se precaver contra uma extensão que julga perigosa para si. Contudo, a Crimeia e Dombass ocorreram fora daquele argumento. Outros acontecimentos igualmente perigosos destroem-no. Histeria? 

Tio Sam (o orelhudo) diz que não é e que o ataque pode ser eminente e iminente, tendo já recomendado os seus cidadãos a sair dd Kiev. A OTAN diz que a possibilidade de guerra na Europa é eminente, e o que as tropas russas e bielorrussas fazem na fronteira com a Ucrânia pode ter várias interpretações menos a de simples estacionamento.

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