Amnistia entre aspas

Antes da barbárie por dinheiro, terras e mulheres, ensinaram-nos  que em política deveriam existir apenas adversários.

Ensinamentos esquecidos por preferirem uma outra versão política em que o outro é o inimigo. 

Quem matou Bom dos Bons e Sotto Mayor, matou os que não paravam ao içar do seu próprio trapo partidário, eliminou cerca de oitenta mil angolanos num conflito interno, provocou o inferno da Canjala desde a Agressão  do Pica-pau, pariu a Sexta-feira Sangrenta e outros excessos inadequada e convenientemente apelidados de conflitos militares, deveria ter consciência  dos resultados de uma "amnistia"  ainda que em causa própria.
 
Os desarmados instam o presidente do MPLA a escolher outro tipo de activistas em pré campanha eleitoral;  outro tipo de discursos e criminalização da violação da amnistia.

José Eduardo dos Santos amnistiou  e João Manuel Gonçalves Lourenço  declarou o fim das hostilidades em 2021. Deveria ter acrescentado aspas em amnistia e fim das hostilidades?
Porque insistem em criar um ambiente de guerra em angola? 

Laurindo Neto 
2021.Jl.25

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